Questão 11 de Ética — OAB 2013
Considere a seguinte afirmação de Aristóteles: “Temos pois definido o justo e o injusto. Após distingui-los assim um do outro, é evidente que a ação justa é intermediária entre o agir injustamente e o ser vítima da injustiça; pois um deles é ter demais e o outro é ter demasiado pouco.” (Aristóteles. Ética a Nicômaco. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 329.) De efeito, é correto concluir que para Aristóteles a justiça deve sempre ser entendida como
Alternativas
produto da legalidade, pois o homem probo é o homem justo.
A legalidade não define a justiça, que é uma questão de equilíbrio moral.
espécie de meio termo.
Alternativa B — resposta correta
relação de igualdade aritmética.
A justiça não é apenas uma relação aritmética, mas sim um conceito ético mais complexo.
ação natural imutável.
A justiça não é uma ação natural imutável, mas sim uma prática que envolve escolhas éticas.
Gabarito comentado
A justiça, segundo Aristóteles, é um meio termo entre extremos.
Por que a alternativa B está correta
A alternativa B está correta porque Aristóteles define a justiça como um equilíbrio entre agir injustamente e ser vítima da injustiça. Isso implica que a justiça é uma medida intermediária.
Fundamento legal
Não há base legal específica, pois é uma concepção filosófica.
Dica
Lembre-se: justiça é o 'caminho do meio'.
Pegadinhas
- Cuidado com definições que confundem justiça com legalidade.
- Não confundir justiça como um conceito fixo, é uma prática dinâmica.